Quem faz
Vim do chão de fábrica. Hoje eu escrevo o sistema.
Meu histórico é incomum: passei anos operando processo manual antes de aprender a construir o software que o elimina.
Cinco anos vendo o problema de perto.
Trabalhei como analista industrial. Meu dia era ISO, Power BI, CNC e o que vinha junto: planilha que ninguém confia, relatório refeito três vezes no mesmo mês, conferência manual que segurava o turno inteiro esperando.
Aprendi ali uma coisa que não se aprende lendo documentação: o processo manual raramente é burrice de quem opera. Ele existe porque ninguém nunca sentou pra resolver — e cada pessoa que entra na operação herda o remendo de quem veio antes.
Depois aprendi a construir o outro lado.
Virei desenvolvedor. Não de curso e portfólio: de sistema em produção, com usuário real reclamando quando cai. Construí SaaS multi-tenant, ERP offline-first — coisas que precisam funcionar no pico, na conexão ruim, no dia em que ninguém está olhando.
É aí que os dois lados se encontram. Quem só conhece a operação descreve o problema mas depende de alguém pra resolver. Quem só programa entrega o que foi pedido, não o que era preciso. Eu faço as duas pontas — sem tradução no meio, que é onde projeto costuma morrer.
O que isso muda pra você.
Significa que eu não vendo ferramenta. Vendo o processo resolvido. Se dá pra automatizar, automatizo. Se precisa de software próprio, construo. E se o seu caso não justifica o investimento, eu falo — perder uma venda é mais barato que entregar um projeto que não devia existir.
Também significa que a solução é feita pra durar. Sistema que quebra no primeiro pico não é solução, é dívida com prazo.
Mateus de Almeida · Fundador da MaviCompany
- 5+ anos entregando em produção
- SaaS & ERP no ar
- Da indústria ao código
Me conta qual processo está travando.
Uma conversa de 20 minutos costuma bastar pra saber se dá pra automatizar, quanto custaria e se vale a pena. Se não valer, eu digo — e não cobro por isso.